O manifesto das publicações segmentadas

  
Há dez anos, o autor Umair Haque ( The New Economics of Medialançou um manifesto endereçado à indústria da informação. O artigo, que reflete sobre a produção de conteúdo para públicos específicos, permanece relevante. Por isso, republico meu texto sobre o tema.
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Segundo Haque, o século 21 traz uma nova dinâmica social. E o estilo de notícia do século passado não se encaixa nessa sociedade em transição. O futuro aponta para micromídia. A lógica dessas publicações não é simplesmente apresentar os meios tradicionais de comunicação numa nova embalagem. É necessário criar uma nova abordagem para o ato de informar.
Para ele, esse novo tipo de produção e divulgação da informação possui alguns pontos essenciais:
Ademais, Haque aponta quatro modelos para micronichos:
O conceito de nichos é atraente. A (quando procuramos notícias específicas), e não apenas a (quando a notícia chega até você, mesmo sem buscar por ela), abre novas possibilidades.
Haque defende que antes de pensar um novo modelo para a comercialização da informação, o ideal seria reformular a elaboração das notícias.
Para o autor, o futuro das notícias aponta para os nichos. Isso porque eles possuem um modelo econômico melhor. Não têm de se preocupar, por exemplo, com funcionários, escritórios e custos diversos. A micromídia entrega grandes benefícios a um custo menor. Os leitores tem acesso a mais conteúdo e de forma mais rápida.
O jornalista Michael Massing também escreveu um bom texto sobre o assunto. Fala sobre jornalismo de qualidade -opinativo e investigativo- feito na blogosfera. Esse trabalho amplia, em muitos casos, a cobertura de temas não abordados pela mídia tradicional. “ O poder das instituições jornalísticas está se movendo para o jornalismo individual, com muitos profissionais conseguindo financiamento para a criação e manutenção de seus sites “, diz o texto.
(Vale a pena também conferir Cauda Longa, livro de Chris Anderson, autor influenciado por Haque)
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